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Audiência pública debate reabertura da FAFEN para produzir oxigênio



Uma audiência pública marcada para esta sexta-feira (26), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), vai debater uma possível reabertura da Araucária Nitrogenados SA (ANSA), do grupo Petrobras, na Região Metropolitana de Curitiba, desativada desde o ano passado.


A audiência foi marcada pelo deputado estadual Tadeu Veneri com a justificativa de os estoques de oxigênio líquido estão se esgotando para o tratamento dos doentes de Covid-19 no estado e a fábrica poderia abastecer todos os hospitais.


Conforme Tadeu Veneri, com uma pequena adaptação, a fábrica pode voltar a funcionar e salvar milhares de vidas, já que poderia produzir cerca de 30 mil metros cúbicos de oxigênio por hora.

A fábrica foi desativada pela Petrobras no início de 2020, com a demissão de 396 trabalhadores diretos. Também foram desligados cerca de 600 trabalhadores indiretos da fábrica.


Representantes da Federação Única dos Petroleiros (Fup), do Sindiquímica, a entidade dos trabalhadores do setor, Sindicato dos Engenheiros e Federação dos Hospitais, deputados federais e estaduais, Ministério Público do Paraná, devem participar deste debate emergencial.


Também foram convidados a participar da audiência pública o chefe da Casa Civil do Governo do Paraná, Guto Silva, representantes da Secretaria Estadual de Saúde, Petrobras, Sindipetro, do Sindicato dos Médicos do Paraná, Associação Médica do Paraná, Frente Parlamentar do Coronavírus, Conselho Estadual de Saúde, Defensoria Pública e outras entidades sindicais.


Conforme a Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (Sesa), não há falta de oxigênio nas unidades hospitalares próprias da rede estadual. No entanto, alguns municípios enfrentam dificuldades com a logística de cilindros. A pasta disse ainda que o estado precisa de cerca de mil cilindros para atender as necessidades atuais.


Em nota, a Petrobras informou que a fábrica jamais produziu oxigênio hospitalar em toda a sua existência e que não existe estrutura operacional para produção, estocagem e transporte de oxigênio medicinal na planta da ANSA, porque se tratava de uma indústria de produtos petroquímicos, com composição diferente do oxigênio medicinal utilizado em unidades hospitalares.


A Petrobras disse ainda que a companhia prestará os devidos esclarecimentos aos órgãos.


Fonte: CBN Curitiba

https://cbncuritiba.com/audiencia-publica-debate-reabertura-da-fafen-produzir-oxigenio/

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