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Curitiba recebeu frascos de CoronaVac com doses menores


Foto: Gilson Abreu/AEN

A Prefeitura de Curitiba informou que os frascos entregues em três remessas da CoronaVac, vacina que imuniza contra a Covid-19, nos meses de março e abril, vieram com rendimento inferior. Ao invés de 10 doses os frascos estavam rendendo nove doses.


As 84.540 doses registradas como entregues na oitava remessa, em março, renderam 77.767 doses aplicadas, o que gerou um déficit de 6.773 doses que foram utilizadas do estoque de segunda aplicação. Parte das novas doses recebidas na semana passada será utilizada para reposição da segunda aplicação, em Curitiba.


A Prefeitura informa que não houve mudança no modelo das seringas e agulhas usadas desde o início da vacinação.


Segundo o executivo, essa diminuição ocorreu exatamente após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar a mudança do volume do frasco da vacina CoronaVac, produzida a partir de uma parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Sinovac.


O frasco utilizado atualmente tem capacidade para 6,2 mililitros (ml) de líquido. Mas a Anvisa autorizou o uso de um novo recipiente com 5,7 ml. A decisão foi motivada por um pedido do Instituto Butantan para evitar desperdício.


Assim como Curitiba, outros municípios paranaenses têm relatado mesmo problema. A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba notificou a Anvisa e relatou a situação ao Ministério da Saúde.


Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), há ocorrência nas 27 unidades federadas.

Por meio de nota a Sesa informou que está acompanhando o caso, e todas as Regionais de Saúde e municípios estão sendo orientados sobre como proceder.


A Secretaria diz que não tem como prever quantos frascos podem ter um quantitativo de doses menor que a apresentação.


De acordo com a Sesa, a reserva técnica, enviada em todas as remessas, devem ser utilizadas em perdas técnicas, físicas, falha no transporte e o saldo remanescente é utilizado para vacinar os grupos prioritários.


O Instituto Butantan informou à CBN Curitiba, também por meio de nota, que cada frasco da vacina contra o novo coronavírus contém nominalmente 10 doses de 0,5 ml cada, totalizando 5 ml, e adicionalmente ainda é envasado conteúdo extra, chegando a 5,7 ml por ampola.


Esse volume, segundo o Butantan, é devidamente aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e suficiente para a extração das dez doses.


O Butantan afirma que todas as notificações recebidas pelo instituto até o momento relatando suposto rendimento menor das ampolas foram devidamente investigadas, e identificou-se, em todos os casos, prática incorreta na extração das doses nos serviços de vacinação. Portanto, não se trata de falha nos processos de produção ou liberação dos lotes pelo Butantan.


O Ministério da Saúde informou, por nota, que a orientação é para que estados e municípios registrem no formulário técnico quando não for possível aspirar o total de doses declaradas nos rótulos das vacinas, e que a análise dessas ocorrências será conduzida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


Em nota à CBN Curitiba, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), informou que observou um aumento de queixas técnicas relacionadas à redução de volume nas ampolas da vacina.


A Anvisa informa que estes relatos estão sendo investigados com prioridade pela área de fiscalização, e que estes eventos são considerados de baixo risco, por não haver risco de óbito, de causar agravo permanente e nem temporário.


No entanto, segundo a Anvisa, todas as hipóteses estão sendo avaliadas para que se verifique a origem do problema e não haja prejuízos à vacinação em curso no país.


Fonte: CBN Curitiba

https://cbncuritiba.com/curitiba-recebeu-frascos-de-coronavac-com-doses-menores/

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