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Estudantes cortados do vestibular acionam UFPR na Justiça


Divulgação: Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Sete estudantes que foram substituídos da lista de aprovados no vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) entraram na Justiça contra a instituição. Eles pedem a suspenção do concurso até que o caso seja devidamente apurado.


No último dia 1º de setembro, um dia depois da divulgação do vestibular, a UFPR lançou uma nova lista, em que substituiu 31 nomes, destes 25 para o curso de Medicina em Curitiba e Toledo, duas do curso de Direito e uma para Odontologia, Fisioterapia, Biomedicina e Medicina Veterinária.


De acordo com a UFPR, uma “falha no processamento de dados” não contabilizou os ajustes nas notas de produção de texto depois que candidatos solicitaram recurso para uma nova correção.


A instituição disse que só percebeu a falha depois da divulgação do resultado. Além disso, informou que os estudantes incluídos indevidamente na primeira lista deverão ter os casos solucionados nas chamadas complementares.


O vestibulando, Gabriel Zimmermann, que tinha sido aprovado em Medicina na UFPR para o campus Curitiba, acredita que é muito difícil que as chamadas complementares acolham os 21 estudantes que foram retirados da lista na capital.


O processo dos estudantes está sendo analisado pela Justiça Federal. Na última segunda-feira (6), a juíza Vera Lúcia Feil Ponciano, da 6ª Vara Federal de Curitiba, estabeleceu um prazo de três dias para que a UFPR apresente documentos e se manifeste.


A magistrada determinou, ainda, que a decisão judicial deve ocorrer antes do dia 20 de setembro, data em que o ano letivo está previsto para ter início na UFPR. Segundo ela, isso é necessário “para não acarretar dano acadêmico aos autores”.



A estudante Elaine Pagnan Todorovski, de 20 anos, que também estava na primeira lista de aprovados em medicina, diz que tem convivido com um sentimento de vergonha.


Mesmo drama psicológico vivido pela Rafaella Garbuio Jasinski, de 20 anos, que havia sido aprovada em medicina. Ela conta que teve uma crise de pânico na noite em que viu a troca do nome dela na lista e, desde então, convive com suporte psiquiátrico.


A estudante Ana Paula Rodrigues Mendonça, de 24 anos, também foi uma das substituídas da lista do curso de medicina. Ela, que estava há seis anos tentando ingressar na UFPR, afirma que não sabe se terá estrutura psicológica para prestar outros vestibulares.


Em nota a UFPR informou que:

“A UFPR informa que só irá se manifestar a respeito após ser notificada oficialmente da demanda e submetê-la à análise da área jurídica. Quanto ao caso específico mencionado, a UFPR assegura que a lista de aprovados divulgada no dia 1º está correta. É importante esclarecer que os candidatos ao vestibular são divididos em grupos específicos – concorrência geral (50% das vagas) e candidatos que cursaram o ensino médio integralmente em escola pública (os outros 50%). Esse segundo grupo é dividido em subgrupos: metade das vagas é destinada a estudantes de escolas públicas com renda familiar bruta igual ou inferior a um salário mínimo e meio por pessoa e a outra metade, para estudantes de escolas públicas com renda familiar superior a um salário mínimo e meio. E dentro de cada subgrupo há ainda vagas específicas para candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, e também para pessoas com deficiência. Os candidatos concorrem entre si em cada grupo. Assim, a posição de cada candidato na lista decorre de um cálculo complexo e não linear, que eventualmente pode gerar interpretações incorretas da parte dos próprios candidatos. Por fim, a UFPR reitera que parte dos candidatos que foram incluídos indevidamente na primeira lista de aprovados deverão ter seus casos solucionados com as chamadas complementares nos respectivos cursos.”

Fonte: CBN Curitiba

https://cbncuritiba.com/estudantes-ufpr-vestibular-justica/


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