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Paraná é o quinto estado com maior incidência de Síndromes Respiratórias Agudas Graves


Foto: Divulgação/Josué Damacena (IOC/Fiocruz)

A cada 100 mil pessoas no Paraná, 19 mil apresentam sintomas de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). Os dados são do Boletim Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) referentes à semana epidemiológica 21, entre os dias 23 e 29 de maio.


De acordo com o boletim, o Paraná é o quinto estado com o maior número de casos, ficando atrás apenas do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.


Conforme a Fiocruz, o monitoramento dessas síndromes apontou estabilidade em níveis altos em todas as regiões do país que excedem os níveis observados em 2020.


Os casos de SRAG registram a incidência de doenças respiratórias em ocorrências graves, que demandam hospitalização ou óbitos, e que são atualmente em grande parte devido a infecções por Sars-CoV-2.


O boletim faz uma alerta sobre a taxa de ocupação dos leitos UTI SUS para Covid-19. Conforme o documento, em onze estados, a taxa ficou acima de 90%. No Paraná, por exemplo, a taxa ficou em 95%, atrás do Mato Grosso do Sul (106%), Rio Grande do Norte (99%), Pernambuco (98%) e Sergipe (96%).


O levantamento também mostrou o cenário das capitais brasileiras, onde onze capitais estavam com a taxa de leitos UTI Covid-19 igual ou acima de 90%. Em Curitiba, foi registrado o pior cenário, com ocupação de 104% dos leitos.


Os pesquisadores da Fiocruz ressaltam a importância da redução do número de casos para uma recomposição do sistema de saúde, inclusive com vistas a reduzir a taxa de ocupação de leitos.


Segundo o boletim da Fiocruz, as taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS observadas em maio trazem um quadro agravado de sobrecarga no sistema de saúde, com potencial de comprometimento da capacidade de resposta às necessidades de pacientes com Covid-19 em estado grave, além de outros efeitos negativos.

Os pesquisadores ressaltam que a vacinação avança e isso é positivo. Mas sua aceleração e outras medidas são fundamentais para que, em curto prazo, se reduza de forma significativa a intensidade da circulação do vírus e suas variantes.


Fonte: CBN Curitiba

https://cbncuritiba.com/sindrome-respiratoria-aguda-grave-parana-fiocruz/


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