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Preço do pãozinho deve subir nas padarias de Curitiba e Região


Foto: Frankin de Freitas

Na esteira dos aumentos puxados pela invasão da Ucrânia pela Rússia, nos próximos dias, os curitibanos devem sentir mais um aperto no bolso. O preço do pãozinho francês deve subir entre 5% e 12%. O porcentual foi calculado por Vilson Felipe Borgmann, presidente do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria do Estado do Paraná (SIPCEP) com base nos últimos preços do mercado internacional do trigo. Dados da consultoria Safras & Mercado apontam uma elevação de quase 40%, entre 23 de fevereiro e 7 de março na Bolsa de Chicago.


“Para não ter um repique muito grande na inflação, estamos orientando que os reajustes sejam escalonados”, diz Borgmann. Atualmente, o valor médio do quilo do pão de sal de 50 gramas é vendido entre R$ 15 e R$ 18 nas grandes padarias de Curitiba e Região Metropolitana. “Nas periferias você até pode encontrar mais barato, mas nem sempre esses locais são legalizados”, diz. Ele ressalta que entre as orientações repassadas aos associados está a de tentar diluir os valores em outros itens ‘mais luxuosos’, como itens da confeitaria.


O aumento do preço do pão de sal, de 50 gramas, segue na tendência de reajustes. A indústria de pães, bolos e massas, que trabalha com um estoque de 20 dias, em média, já elevou em 15% os preços dos produtos, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias de Pães e Bolos Industrializados (Abimapi). Esse aumento foi constatado desde 24 de fevereiro, início da invasão à Ucrânia.


Segundo a Abimapi, o mercado de produtos industrializados a partir do trigo movimenta R$ 40 bilhões por ano no País, com um consumo de 3,5 milhões de toneladas de itens, como macarrão, pães, bolos e biscoitos.


O impacto dos preços no mercado nacional ocorre, principalmente, porque o Brasil não é autosuficiente na produção de trigo. Os moinhos, que têm um estoque para cerca de 70 dias, importam entre 50% e 60% do trigo usado na indústria, principalmente da Argentina. “Embora o Brasil não compre da Rússia, os compradores de lá estão indo buscar o produto em outros mercados, como Canadá e Argentina”, explica Borgmann. Por conta da guerra, muitos moinhos estariam com receio de manter as compras da Rússia, temerosos por possíveis atrasos na entrega da mercadoria em função de problemas logísticos por causa do conflito.


Panificadores e fabricantes de produtos derivados do trigo afirmam que não têm como segurar os repasses. Na produção de biscoitos e pães, o trigo responde por 30% do custo total. No macarrão a farinha representa 70% do custo.

Fonte: Bem Paraná

https://www.bemparana.com.br/noticia/preco-do-paozinho-deve-subir-nas-padarias-de-curitiba-e-regiao#.YjSigSU48lQ

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