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Prefeitura aproveita projeto da Nova Ferroeste para pedir retirada do trem de Curitiba


Foto: Francielly Azevedo

Com o projeto da Nova Ferroeste em fase de estudos, representantes da prefeitura de Curitiba estão aproveitando para pleitear uma demanda antiga: a retirada do trem de dentro da capital.


Nesta segunda-feira (4), o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, se reuniu com integrantes do Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferroviário para debater alternativas para a transferência da circulação de trens para fora da cidade.


Atualmente, Curitiba tem 37 quilômetros de trilhos que cortam os bairros das regiões sul e leste. Ao todo, são 45 passagens de nível instaladas para a circulação de pedestres e veículos, a maioria nos bairros Uberaba e Cajuru. Os constantes acidentes, além do barulho causado pelo trem a qualquer hora do dia, são reclamações antigas de moradores. Segundo o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), Luiz Fernando Jamur, a prefeitura já notificou o Ministério da Infraestrutura, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) sobre as ações necessárias para melhorar a mobilidade de Curitiba.


As linhas férreas são uma concessão do Governo Federal. Desse modo, cabe ao Ministério da Infraestrutura decidir sobre o futuro dos trilhos que passam pelo Paraná. A Região Metropolitana de Curitiba é cortada pela da Malha Sul, operada pela Rumo Logística, que negocia com o Ministério a renovação antecipada do direito vigente até 2027. O coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes, acredita que agora, com a discussão da Nova Ferroeste, é o momento ideal para fazer a solicitação de retirada dos trilhos da capital.


Em 2020, ocorreram 12 acidentes com trem, que deixaram 15 feridos e três mortos em Curitiba, de acordo com o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). Este ano, entre janeiro e setembro, já foram registrados cinco acidentes, com três pessoas feridas e uma morte.


A capital paranaense é a cidade com o pior conflito com linha férrea no país. Curitiba encabeça uma lista do Programa de Segurança Ferroviária em Áreas Urbanas (Prosefer), ligado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Entre 2008 e 2011 foram avaliados 5.609 cruzamentos ao longo de 15 mil quilômetros de trilhos que percorrem 596 municípios em 16 estados. Curitiba foi a cidade com a pior avaliação, seguida de Paranaguá.


Para o prefeito Rafael Greca, um traçado que contorne Curitiba é a solução para resolver boa parte dos problemas com mobilidade urbana na capital.


O projeto da Nova Ferroeste vai ligar o Mato Grosso do Sul ao Litoral do Paraná. Está prevista a ligação entre a região Oeste do Estado e o Porto de Paranaguá por um novo traçado que contorna a Capital. Ao todo serão 1.304 quilômetros de extensão, sendo um dos mais importantes corredores de exportação do Brasil. A expectativa é viabilizar o transporte de 38 milhões de toneladas de carga no primeiro ano de funcionamento. Destes, 26 milhões de toneladas seriam exportadas pelo Porto de Paranaguá.


Fonte: CBN Curitiba

https://cbncuritiba.com/prefeitura-retirada-trem-curitiba/

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