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Responsável pelo teste da vacina da Johnson em Curitiba comemora resultados: “Ela é excelente”

Na semana passada, a Johnson & Johnson anunciou que sua vacina de dose única contra a covid-19 foi de 66% em nível mundial.


Douto Clóvis Arns foi o responsável por coordenar os testes em Curitiba (Foto: Divulgação)

Dos 21,5 mil voluntários no Mundo que receberam a vacina da farmacêutica Johnson, nenhum teve qualquer evento adverso grave ou precisou ser hospitalizado por complicações da covid-19, o que garante uma grande eficácia para o imunizante, que também foi testado no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Na capital, os 400 voluntários que receberam a dose ou o placebo não tiveram qualquer tipo de problema, o que deixou muito animado o infectologista Clóvis Arns, que é presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e foi o responsável pelos testes.


Na semana passada, a Johnson & Johnson anunciou que sua vacina de dose única contra a covid-19 foi 72% eficaz na prevenção da doença nos Estados Unidos e alcançou uma taxa um pouco menor, de 66%, em nível mundial. “É uma notícia muito boa. A vacina em dose única é uma vantagem e pode ser armazenada em geladeira comum. Ninguém que tomou a dose apresentou covid grave ou precisou hospitalizar. Sendo excelente para evitar internamentos e mortes. No máximo, quem contraiu a covid tece um caso de febre e dor no corpo”, explicou Arns em entrevista à Banda B, na manhã desta terça-feira (2).


Outro ponto de destaque da vacina, de acordo com o infectologista, é a segurança dela. “Nenhum voluntário teve alergia grave ou qualquer outro tipo de problema. Ela foi tão segura que, depois de dois mil participantes, eles reduziram o tempo de espera após a aplicação de 30 para 15 minutos. Em torno de 9% teve febre como reação e só”, explicou Arns, destacando o potencial que a vacina tem para o futuro. “Ela tem potencial de ajudar um bilhão de pessoas neste ano.


Agora, o próximo passo é apresentar dados em documentos às agencias reguladoras, aqui no Brasil a Anvisa, uma vez apresentado e aprovado o uso emergencial, ela pode ser comprada e se tornar uma terceira vacina aos brasileiros”, destacou.


Em Curitiba, 400 pessoas participaram do teste, metade recebendo placebo e a outra o imunizante. “Nenhum dos voluntários teve problemas, no máximo uma alergia leve e estado febril. A Jonhson usa uma tecnologia diferente, que é o vírus não viável, que não pode causar doença e estimula a defesa do organismo. Quando as doses estiveram disponíveis, será uma mudança grande para o controle da pandemia”, salientou o presidente da SBI.


SEM TRATAMENTO PRECOCE

Durante a entrevista, Clóvis Arns lembrou ainda que a vacina precisa ser o foco, já que não há tratamento precoce para a covid-19. “Pra quem nos acompanha, a primeira mensagem é que o jovem, se tiver covid, a chance de internar é de 1%, independente do que ele tomar. Nesse momento ainda não há qualquer remédio para combater o vírus no começo. Agora, um caso que acaba complicando, você tem a dexametasona e o oxigênio que ajudam a salvar vidas.


Tratamento precoce não existe, pode ser que mude no futuro, mas no momento não”, concluiu.


Fonte: Banda B

https://www.bandab.com.br/geral/responsavel-pelo-teste-da-vacina-da-johnson-em-curitiba-comemora-resultados-ela-e-excelente/


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