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Secretária acredita que novas doses de vacina podem nem chegar a idosos de 83 anos

Como a vacinação ocorre em ordem decrescente de idade, há essa preocupação por parte da pasta municipal


A chegada de novas doses das vacinas Oxford/AstraZeneca e CoronaVac não deve aliviar a demanda por imunizantes em Curitiba. Segundo a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, as novas unidades podem nem mesmo chegar a idosos de 83 anos, mesmo que essa seja a vez deles na fila.


Foto: Geraldo Bubniak/AEN
“As doses que chegaram hoje são para concluir a imunização do grupo entre 85 e 89 anos. Recebemos também um quantitativo bastante pequeno para atender os profissionais de saúde, 9.370 doses. Há ainda a previsão de atender o grupo de 80 a 84 anos, mas só temos vacinas para atender 24% desse grupo, então não sei nem se conseguimos chegar nos idosos de 83 anos”, lamentou a secretária.

Como a vacinação ocorre em ordem decrescente de idade, há essa preocupação por parte da pasta municipal. “Curitiba está pronta para vacinar, mas os municípios não têm nenhum poder de influência nisso [chegada de novas vacinas]”, disse Márcia Huçulak.


A previsão é de que os imunizantes comecem a chegar nas cidades a partir da tarde desta quinta-feira. O Paraná recebeu remessa de 102.500 vacinas da AstraZeneca/Oxford e 64.800 doses da vacina CoronaVac/Instituto Butantan.

Bandeira Laranja

Foto: SMCS

Depois de 29 dias funcionando sob as regras da bandeira amarela, Curitiba voltou para a situação de risco médio de alerta nesta quinta-feira (25). O aumento do número de casos de covid-19 na cidade e a ocupação crescente dos leitos de UTI destinados aos pacientes do coronavírus estão entre os fatores que pesaram no cálculo da bandeira.

Segundo Huçulak, a medida foi adotada com o objetivo de aliviar o sistema de saúde. “Toda vez que a gente percebe aumento de casos, temos que tomar medidas restritivas. O sistema de bandeiras se mostrou bastante eficiente, já que toda vez que a gente foi para bandeira laranja, conseguimos reduzir o número de casos”, comentou.

Escolas A reportagem da Banda B ainda questionou a secretária sobre a reabertura das escolas em um momento crítico de crescimento de casos. Segundo ela, não está descartado o fechamento pontual de instituições. “A gente precisa ver onde o aumento de caso está acontecendo. Nós estamos tendo um aumento de casos que tem relação com a nova variante, mas esse crescimento foi muito abrupto, de uma semana para cá, então não tem relação com a reabertura das escolas. O Brasil fez a opção de fechar as escolas por quase um ano, mas países desenvolvidos fecharam muito pouco, então temos que avaliar”, concluiu.


Fonte: Banda B

https://www.bandab.com.br/cidades/secretaria-acredita-que-novas-doses-de-vacina-podem-nem-chegar-a-idosos-de-83-anos/



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